
A obra tem como objetivo captar 1% da água que o rio despeja no mar, para abastecer as bacias dos rios Jaguaribe (CE), Apodi (RN), Paraíba (PB), Moxotó (PE) e Brígida (PE). O projeto prevê a construção de dois canais um em direção ao Leste levando água para Pernambuco e Paraíba e o outro ao Norte atenderá os estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Não há dúvida que um grande impacto ambiental será causado na região. A transposição é qualificada sob os aspectos econômico, social e desenvolvimentista como "absurda". Estudos já realizado mostram que existem soluções melhores e mais viáveis para a irrigação das regiões semi-árida do nordeste. Por exemplo: a perfuração de poços profundos aproveitando-se o lençol freático da região, já constatado como um dos maiores do mundo. Além de tudo são projetos de menores custos.
A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) já pesquisou e certificou que o aproveitamento do lençol freático existente na região, em volume, é maior que o previsto na transposição. A hora é oportuna: o Governo deve usar de sabedoria e debater o assunto com especialistas e estudiosos para não cometer erros e promover gastos desnecessários. Muitas organizações ambientais já se mostraram contra o projeto, entre elas o Greenpeace, que se posiciona contra o projeto de transposição proposto pelo Ministério da Integração Nacional, por considerá-lo uma alternativa cara, desnecessária e insuficiente para resolver o problema da seca.
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